segunda-feira, 17 de outubro de 2011

COMPROMISSO COM SANTIAGO

Aqui os destaques ficam por conta da missa do Padre Augusto, na Igreja de Santiago Peregrino, em Triacastela.
O Mauro participou da missa. Apesar de não ser a sua praia, ele tinha assumido um compromisso com Santiago.
Jantamos o menú do peregrino e encontramos o Marcelo, de Manaus, que está fazendo o caminho com a sua cunhada e um corintiano que se agregou a eles no início do caminho.
Ficamos sabendo que ele esta pagando uma promessa pela recuperação da sua esposa. Na taberna havia um computador com acesso à internet , que apesar de muito lenta, me permitiu ler os e-mails enviados pela Dna. Leda, Val, Ana Maria e Greg pelo meu aniversário.

domingo, 16 de outubro de 2011

UM GRANDE DIA




Apesar de “poucos” quilômetros, esses serão os mais difíceis...

Hoje é um grande dia: faço 50 anos!!! Como Mauro diz: “os primeiros 50 anos”!

Destaques do dia: além dos parabéns do Mauro ao acordar, teve o recado da minha Mãe no celular e um cartão dela lindo! Mais tarde, ela conseguiu falar comigo, quando estávamos na altura de Herrerias.

Na subida, quase em La Faba, recebi o telefonema de Paulo e Marli Pensak. Além da alegria pela lembrança, serviu de estímulo para a subida que não é fácil.

Mas o melhor veio no Cebreiro: além de conseguir chegar, foi a surpresa preparada pelos amigos Paulo e Marli Pensak, Simone e Zé, Denise e Mauro na Casa Rural Navarro. Além da diária presenteada, ainda teve um buquê de rosas (lindo!) e uma “cava” (como chamam a champagne na Espanha) MARAVILHOSA!!! Pena não estarem todos presentes. Fizemos a festa com a brasileira Juliana que havíamos conhecido na padaria de Vega, quando tomávamos o café da manhã. Ela participou da comemoração como uma “representante” dos amigos peregrinos.

Vocês pensam que acabou, nada disso: ainda teve um presente surpresa do Mauro e os telefonemas de Sérgio Mariano (ele estava perto do km 100) e da Sandra, do Brasil, com a Julinha falando também!!! Foi "um grande dia".

O Cebreiro é um lugar mágico de energia muito positiva.

AS TRES MENINAS ESTÃO NA NOSSA FRENTE

Na passagem por Villafranca del Bierzo, passamos pelo albergue Ave Fênix, do Jesus Rato, para ver se conseguíamos notícias das três meninas (Inês, Leila e Chica), mas nada feito. Elas estavam na nosso frente.

Simone, no trajeto, mais precisamente em Ambasmestas, vimos umas abóboras enormes, ótimas para servirem de decoração para a nossa “Festa de Halloween”. Um detalhe ainda temos que resolver... é o frete delas!!!!

Em Vega de Valcarce onde pela primeira vez encontramos peregrinos “des pés” brasileiros: Átila, Marcelo e Márcia do Amazonas.

Em Vega ficamos em um “apartamento” onde tivemos os “luxos” de poder cozinhar uma sopa e de lavar umas roupas na máquina.

Não preciso dizer que fizemos a “faxina” completa nas roupas! Obrigações peregrinas em dia, hora do sono reparador que o dia de amanhã será difícil.

HIDROMASSAGEM, PORQUE NINGUÉM É DE FERRO

Amigos Perês e familiares, agora vai ser resumido porque se não o blog... não anda!!!

Temos 4 destaques referentes a esse percurso: o Castelo dos Templários em Ponferrada.

Teve o telefonema dos amigos Paulo e Marli Pensak quando estávamos na altura de Columbrianos. Foi muito bom!

Ao pararmos para a “parada técnica” em Fuentes Novas, na Taberna do Mateo (por sinal o “sello” é lindo!) O Mauro descobriu no livro dos “Perês” as mensagens escritas por ele e pelo Sérgio no ano anterior. É claro que deixmos o ‘nosso” registro também.

E para finalizar o dia, o melhor: a banheira de hidromassagem no hotel de Cacabelos que nos colocou em ordem para o que estava ainda por vir. Estão pensando que a idade não pesa???

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

PRA BAIXO TODOS OS SANTOS AJUDAM...




27 de setembro.

Sono reparador e um “desayuno” preparado pela esposa do simpático Xavier, estávamos de novo já em forma para a etapa do dia: chegar até Molinaseca.


Passamos por Foncebadón, pela Cruz de Ferro, onde depositamos nossas pedras. Mãe, aqui coloquei uma para você, uma para a Lili e Cia, uma para os amigos e uma para o Mauro.



Passamos batidos pelo “templário de meia tijela” de Manjarin. Depois de 16 km percorridos, fizemos uma “parada técnica” em El Acebo com direito a uma sopa de trutas maravilhosa, inclusive com direito a repeteco. Hummmm!


“Comunidade acalmada”, seguimos em frente passando por Riego de Ambrós que parecia estar parada no tempo. Tudo fechado. Continuamos a nossa descida, aliás, foi literalmente o dia de “descer ladeira abaixo”... Haja joelhos... Haja pés...

Apesar disso tudo chegamos bem a Molinaseca onde ficamos na Casa de El Reloj”, uma casa rural muito bonita. Comida garantida para o dia seguinte, roupa lavada e lanche feito, é hora do sono reparador.

OS PRIMEIROS VINTE KM


Segunda-feira, 26 de setembro

Bom, agora começa uma nova etapa da nossa viagem, aliás, o motivo principal dela: o Caminho Francês de Astorga até Santiago de Compostela.

Levantamos cedo, pois marcamos de tomar café com a Conchita, amiga do Mauro que mora em Leon, e ainda teríamos que ir ao Correio para despachar a mala para Santiago de Compostela, devolver o carro alugado e pegar o ônibus para Astorga. Ufa!!! Quanta coisa!!! Enquanto estávamos a caminho de Astorga, no ônibus, as expectativas iam aumentando. Chegando lá, caminhamos da rodoviária até a Catedral onde tiramos a foto do início do nosso Caminho.

Uma pena não conseguirmos carimbar nossas credenciais na Catedral, pois encontrava-se “cerrada”... Carimbamos, então, no Hospital de Peregrinos. Começa então o caminho!!! Passamos por Valdeviejas, Murias de Rechivaldo, onde fizemos uma “parada técnica” e aproveitamos para encher minha garrafa de água. Detalhe: só eu carregava água, pois o Mauro esvaziou a dele antes de começarmos em Astorga...














Continuamos por Sta. Catalina de Somoza (de vários pontos deste trecho a gente avista Castrilho de los Polvasares, onde havíamos estado na véspera), El Ganso, onde demos uma parada para “sellar” as credenciais no Bar Cowboy e fazermos um lanche no bar ao lado, chamado “La Barraca” onde nos lembramos da Simone e o Zé por causa da coca cola “estupidamente gelada”! Até aqui, tudo bem, mas o terreno irregular até Rabanal fizeram o meu “pé” se manifestar, causando preocupação. Isso, além de estarmos quase sem água devido ao meu “sócio”... Mas, como somos brasileiros e não desistimos de nada, conseguimos chegar a Rabanal del Caminho!!! Vencemos os primeiros vinte km. Fomos diretos para o “El Tesín” onde fomos recebidos pelo dono, Xavier. Arranjamos o quarto e como bons peregrinos lavamos as roupas, tomamos banho e fomos jantar, claro, menu do peregrino. Lá encontramos um casal português, um grupo de alemães, italianos e espanhóis que havíamos encontrado ao longo deste trecho. Como ninguém é de ferro, fomos dormir cedo. Nada como uma noite de sono para recarregar as baterias... Estávamos cansados e não fomos ao “Rabanal by Night”.

domingo, 25 de setembro de 2011

HOJE É DIA DE COZIDO


Começarmos o dia com o bom café da manhã no hotel e um dia lindo de sol! Com a minha “comunidade” bem alimentada decidimos partir para as atividades do dia que foram dividas em dever e lazer. Explicamos melhor: o “dever” era localizarmos os pontos onde amanhã teremos que encontrar: Loja da Hertz para entregar o carro, os Correios para despachar as malas para Santiago, o posto de gasolina próximo para abastecer antes da devolução do carro (temos que devolver o carro com o tanque cheio), e um lava a jato, para tirar a sujeira deixada pelos insetos no para-brisa e a poeira de um pedaço em estrada de chão de ontem. Somos conscientes e vamos devolver o carro limpinho como recebemos.Dever cumprido, fomos para o “lazer”. Fomos até o “casco” histórico, onde visitamos a Catedral de Leon e todo o seu entorno. Aproveitamos e carimbamos o nosso 1º “selo” na credencial.



Pelo adiantado da hora é claro que a minha “comunidade” resolveu se manifestar e então partimos para Castrillo de Los Polvozares para comermos o famoso “cozido maragato” na Casa Coscolo. O Mauro falava tanto nesse cozido que se ele não conseguisse comer desta vez, seria uma decepção. Esse prato é típico de lá, mas Mãe, com certeza, você não comeria! Me lembrei muito de você! Mas independente da 1ª impressão que o prato causa, estava muito bom! Depois do cozido, vem o prato de sopa com massinha que nós conhecemos como “fidelinho”. Uma delícia! E olha que eu “quase” não gosto de sopa, não é Dna. Leda? Para finalizar, uma sobremesa típica feita com um creme de baunilha com amantecado no fundo e coberto com canela. É DOS DEUSES!!!




Depois dessa “pequena e lauta” refeição, fomos dar uma volta pela cidade que é muito pequena. Uma rua principal e algumas laterais, mas toda ela com calçamento de pedras e as casas de pedras também. Parece que ali o tempo ficou parado. Ao sairmos da cidade nos deparamos com um portão de uma casa todo ele de madeira entalhada e com desenhos de vieiras e um Santiago.




Começamos a volta passando por Astorga e parando para caminhar um pouco. Pegar a estrada depois de um cozido maragato é de lascar, mesmo que sejam só cinqüenta kilômetros. O bicho pega! Demos uma volta pela cidade. A Catedral e o Palácio Episcopal vimos por fora pois estavam fechados. Novamente, carro na estrada, resolvemos dar uma entradinha em Hospital de Órbigo (esclareço que Hospital de Órbigo é o nome do lugar – ninguém precisa ficar apreensivo achando que a gente baixou hospital por causa do cozido) onde existe uma enorme ponte romana do século XIII, apesar de hoje não haver mais rio em toda a sua extensão.




Já estávamos a caminho do hotel para descansar, mas passamos em frente ao Parador San Marcos e resolvemos entrar para conhecer e para carimbar as nossas credencias com o 2º selo de Leon. Aproveitamos para tomar o chá da tarde. Bom, depois disso, é claro que fomo para o hotel para finalizarmos as nossas mochilas e malas porque...amanhã começamos o Caminho para Santiago!